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Assim como é
adorado por
aqui como Marky,
Patife é
hoje um dos
DJs mais queridos
da cena do drum’n’bass,
até mesmo
no exterior.
Após
percorrer durante
meses vários
cantos do mundo
divulgando seus
‘cool
steps’
e grooves, Wagner
de Souza está
de volta. Um
pouco mais maduro
e muito mais
empolgado com
o que faz, Patife
conversou com
o FiberOnline
e, musicalmente
falando, se
diz mais amadurecido
e mais aberto
a novas experiências.
Atração
das últimas
quatro edições
do Skol Beats,
em 2004 Patife
estará
das 22h00 às
23h30 na habitual
tenda Movement.
O DJ segue sua
trilha do sucesso
que já
conquistou,
que com simplicidade
e carisma tomou
de jeito a cena
que precisava
de um cara assim.
Em vias de lançamento
de seu mais
novo álbum,
Patife cuidará
mais de suas
próprias
produções.
Depois do Skol
Beats, fará
uma grande apresentação
no festival
catalão
Sónar
2004, em junho.
FiberOnline
- O que você
espera desse
Skol Beats?
Depois de tanto
tempo sem tocar
no Brasil, o
que mudou em
você,
musicalmente
falando?
Patife
- Poxa, aconteceram
muitas mudanças
nesses últimos
meses, cada
dia que passa
me identifico
mais com o que
estou fazendo
e isso acaba
me envolvendo
cada vez mais
com músicos
e compositores.
Na verdade vem
me fazendo muito
bem porque estou
criando uma
visão
diferente sobre
a música
hoje.
FO
- E quais as
suas expectativas?
Você está
tranqüilo
ou está
mais ansioso
e nervoso por
voltar a um
grande festival
depois de sua
turnê
mundial?
P
– É,
quanto à
expectativa
com o Skol não
tenho não,
pois não
gosto de ter
expectativas
em relação
a eventos porque
às vezes
não é
aquilo que eu
espero e daí
acaba sendo
uma certa decepção,
mas vamos ver
no dia o que
dá! O
que sinto é
uma baita saudade
da terrinha
e um evento
como o Skol
é uma
boa pedida para
ver todos de
volta num baita
clima! Nervoso
eu fico a cada
‘gig’.
Na verdade é
bom sentir esse
frio na barriga
quando você
pensa em tocar
e acho que é
isso que emotiva
a gente. É
muito bom.
FO
- Como foi sua
turnê?
Por onde você
andou? O drum’n’bass
é bem
conhecido lá
fora? Tem muito
público?
P
- Uauuu... Que
baita tour!
Passamos pela
Áustria,
Alemanha quatro
vezes (Berlim,
Wuppertal, Tubbingen,
Hamburg), Zurique,
Portugal, França
(Montpellier)
e algumas cidades
na Inglaterra.
Quanto ao público,
tem para todos
e eu acredito
que o respaldo
que o drum’n’bass
tem hoje é
devido ao trabalho
de muita gente
em várias
partes do mundo.
FO
- O MC Cleveland
Watkiss te acompanhou
na turnê.
Para um DJde
drum’n’bass,
qual a importância
da presença
de um MC? O
que acrescenta
além
da voz no repertório
e na musicalidade
de um DJ?
P
- Na verdade
o Cleveland
é um
musico de jazz,
um baita cantor
e acabou que
ele se identificou
com o drum’n’bass
há alguns
anos. Ele trouxe
algo bem diferente
para a cena
e a importância
de um MC no
set é
muito grande
porque é
um entretenimento
a mais no show,
especialmente
se o MC tem
carisma e sabe
lhe dar com
o público
e outra, agita
melhor, as músicas
funcionam melhor.
É algo
a mais e faz
parte do estilo
do drum’n’bass.
FO
- Como será
o seu set? Você
tocará
faixas do “Cool
Steps”,
do “Sounds
of Drum’n’Bass”
ou do novo álbum?
Você fará
um
punhado de tudo?
P
- Eu nunca consegui
dizer o que
será
do set, só
irei saber na
hora porque
ainda é
difícil
para eu preparar
algo. Enquanto
eu não
pisar no palco,
não consigo
sentir o clima
da festa, mas
é claro
que terá
algo do ‘Cool
Steps’,
algo do ‘Sounds’
e quem sabe
até do
novo disco.
Vamos ver.
FO
– E sobre
esse novo álbum.
Fale um pouco
dele. Ele será
muito diferente
do que hoje
é o Patife?
Ele tem participações
de outros músicos?
P-
O que posso
dizer sobre
esse novo disco
é que
ele ira mostrar
um pouco mais
do Patife, aquilo
que eu gosto
e até
hoje não
tive chance
de mostrar,
com certeza
um amadurecimento
em termos musicais.
Há várias
participações
como do Trio
Mocotó,
Max Viana, MC
Fats, Cleveland
Watkiss e outros.
FO
- Você
acha que com
esse álbum
você está
mais maduro?
Como
você analisa
sua carreira
desde os “Fatos
Reais”
(banda de hip
hop que Patife
começou
como DJ) até
hoje, um consagrado
DJ?
P
– Poxa,
às vezes
eu fico surpreso
comigo mesmo.
Como eu mudei,
é incrível,
mas claro que
eu gostei dessa
mudança.
Eu diria que
não dá
para comparar
as duas épocas.
Eu tinha a mente
muito fechada
naquela época,
gostava de quase
nada, sempre
fui fechado
a novas experiências
relacionadas
à musica
e hoje é
completamente
ao contrário,
estou de braços
abertos a muita
coisa, especialmente
após
ter trabalhado
com Xerxes (de
Oliveira, DJ
e produtor)
e o Mad Zoo
(produtor brasileiro)
em estúdio.
Isso também
me levou para
um estágio
onde jamais
imaginei que
pudesse chegar.
FO
- Quem você
está
louco para ver
no Skol Beats?
P
– Sinceramente...A
galera passando
mal de alegria,
cantando e dançando!!
FO
– Para
terminar, o
que as pessoas
podem esperar
do Patife no
Skol Beats 2004?
Você irá
preparar alguma
surpresa?
P
– Ah,
muita diversão
e alegria, caso
me der na louca
de última
hora de fazer
alguma surpresa,
iremos ver lá!
FO
- Depois do
festival e do
lançamento
do seu álbum
novo, o que
você vai
fazer? Que planos
estão
em mente?
P
- Se concentrar
ainda mais na
produção
musical e tentar
levar meu trabalho
a um outro estágio.
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