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Patife toca no Skol Beats encerrando turnê mundial
Por Isabel Geo


Assim como é adorado por aqui como Marky, Patife é hoje um dos DJs mais queridos da cena do drum’n’bass, até mesmo no exterior. Após percorrer durante meses vários cantos do mundo divulgando seus ‘cool steps’ e grooves, Wagner de Souza está de volta. Um pouco mais maduro e muito mais empolgado com o que faz, Patife conversou com o FiberOnline e, musicalmente falando, se diz mais amadurecido e mais aberto a novas experiências.

Atração das últimas quatro edições do Skol Beats, em 2004 Patife estará das 22h00 às 23h30 na habitual tenda Movement. O DJ segue sua trilha do sucesso que já conquistou, que com simplicidade e carisma tomou de jeito a cena que precisava de um cara assim. Em vias de lançamento de seu mais novo álbum, Patife cuidará mais de suas próprias produções. Depois do Skol Beats, fará uma grande apresentação no festival catalão Sónar 2004, em junho.

FiberOnline - O que você espera desse Skol Beats? Depois de tanto tempo sem tocar no Brasil, o que mudou em você, musicalmente falando?
Patife - Poxa, aconteceram muitas mudanças nesses últimos meses, cada dia que passa me identifico mais com o que estou fazendo e isso acaba me envolvendo cada vez mais com músicos e compositores. Na verdade vem me fazendo muito bem porque estou criando uma visão diferente sobre a música hoje.

FO - E quais as suas expectativas? Você está tranqüilo ou está mais ansioso e nervoso por voltar a um grande festival depois de sua turnê mundial?
P – É, quanto à expectativa com o Skol não tenho não, pois não gosto de ter expectativas em relação a eventos porque às vezes não é aquilo que eu espero e daí acaba sendo uma certa decepção, mas vamos ver no dia o que dá! O que sinto é uma baita saudade da terrinha e um evento como o Skol é uma boa pedida para ver todos de volta num baita clima! Nervoso eu fico a cada ‘gig’. Na verdade é bom sentir esse frio na barriga quando você pensa em tocar e acho que é isso que emotiva a gente. É muito bom.

FO - Como foi sua turnê? Por onde você andou? O drum’n’bass é bem conhecido lá fora? Tem muito público?
P - Uauuu... Que baita tour! Passamos pela Áustria, Alemanha quatro vezes (Berlim, Wuppertal, Tubbingen, Hamburg), Zurique, Portugal, França (Montpellier) e algumas cidades na Inglaterra. Quanto ao público, tem para todos e eu acredito que o respaldo que o drum’n’bass tem hoje é devido ao trabalho de muita gente em várias partes do mundo.

FO - O MC Cleveland Watkiss te acompanhou na turnê. Para um DJde drum’n’bass, qual a importância da presença de um MC? O que acrescenta além da voz no repertório e na musicalidade de um DJ?
P - Na verdade o Cleveland é um musico de jazz, um baita cantor e acabou que ele se identificou com o drum’n’bass há alguns anos. Ele trouxe algo bem diferente para a cena e a importância de um MC no set é muito grande porque é um entretenimento a mais no show, especialmente se o MC tem carisma e sabe lhe dar com o público e outra, agita melhor, as músicas funcionam melhor. É algo a mais e faz parte do estilo do drum’n’bass.

FO - Como será o seu set? Você tocará faixas do “Cool Steps”,
do “Sounds of Drum’n’Bass” ou do novo álbum? Você fará um
punhado de tudo?
P - Eu nunca consegui dizer o que será do set, só irei saber na hora porque ainda é difícil para eu preparar algo. Enquanto eu não pisar no palco, não consigo sentir o clima da festa, mas é claro que terá algo do ‘Cool Steps’, algo do ‘Sounds’ e quem sabe até do novo disco. Vamos ver.

FO – E sobre esse novo álbum. Fale um pouco dele. Ele será
muito diferente do que hoje é o Patife? Ele tem participações
de outros músicos?
P- O que posso dizer sobre esse novo disco é que ele ira mostrar um pouco mais do Patife, aquilo que eu gosto e até hoje não tive chance de mostrar, com certeza um amadurecimento em termos musicais. Há várias participações como do Trio Mocotó, Max Viana, MC Fats, Cleveland Watkiss e outros.

FO - Você acha que com esse álbum você está mais maduro? Como
você analisa sua carreira desde os “Fatos Reais” (banda de hip hop que Patife começou como DJ) até hoje, um consagrado DJ?
P – Poxa, às vezes eu fico surpreso comigo mesmo. Como eu mudei, é incrível, mas claro que eu gostei dessa mudança. Eu diria que não dá para comparar as duas épocas. Eu tinha a mente muito fechada naquela época, gostava de quase nada, sempre fui fechado a novas experiências relacionadas à musica e hoje é completamente ao contrário, estou de braços abertos a muita coisa, especialmente após ter trabalhado com Xerxes (de Oliveira, DJ e produtor) e o Mad Zoo (produtor brasileiro) em estúdio. Isso também me levou para um estágio onde jamais imaginei que pudesse chegar.

FO - Quem você está louco para ver no Skol Beats?
P – Sinceramente...A galera passando mal de alegria, cantando e dançando!!

FO – Para terminar, o que as pessoas podem esperar do Patife no Skol Beats 2004? Você irá preparar alguma surpresa?
P – Ah, muita diversão e alegria, caso me der na louca de última hora de fazer alguma surpresa, iremos ver lá!

FO - Depois do festival e do lançamento do seu álbum novo, o que você vai fazer? Que planos estão em mente?
P - Se concentrar ainda mais na produção musical e tentar levar meu trabalho a um outro estágio.

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