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Em entrevista ao FiberOnline, Darren Emerson fala sobre o Underwater e a produção de
seu primeiro álbum
Por Isabel Geo


“Não agüento mais esperar. Não vou para São Paulo há já algum tempo. A última vez foi no Free Jazz Festival com o Orbital e o Finley Quay há cinco anos”. Assim que começou a entrevista com o DJ e produtor inglês Darren Emerson.

Pela terceira vez no Brasil, o DJ e dono do selo “Underwater”, Emerson prepara-se para se apresentar na tenda The End das 4h30 às 6h30, horário que talvez seja no auge da festa. Darren organiza as festas do selo ao redor do Reino Unido e possui residências no clube The End em Londres e a Sankeys em Manchester.

Sobre o set nessa apresentação no Skol Beats Emerson explica: “Eu ainda não decidi o que irei tocar. Na verdade eu nunca sei, só na hora mesmo”, conta. No momento, o produtor anda trancado em estúdio 24 horas por dias, sete dias por semana. “Eu tenho muito pouco tempo para ouvir e é impossível já selecionar o que irei tocar. Eu ouço todo tipo de música e o público pode esperar o inesperado de techno, house, old school até acid house”, brincou.

“Será uma mistura de techno com house, novas e antigas. Eu tenho muitas coisas do meu selo Underwater para o caso de precisá-las, você nunca sabe. Talvez eu toque também algo do Underworld, mas eu ainda não pensei sobre isso”, declarou.

Quando saiu em 2000 do Underworld, hoje uma dupla, Emerson também foi uma parte integrante dos maiores hits do grupo, entre tantas podemos citar “Cowgirl”, “Push In” e “Born Slippy”, trilha sonora do filme “Trainspotting”, e que foi considerada faixa nº1 da música eletrônica. A verdade é que Emerson começou com o Underwater Records há pelo menos dez anos e quando saiu do Underworld o DJ levou a idéia do selo a sério.

“Eu já era DJ e produtor antes mesmo de entrar no Underworld. Eu comecei a tocar em 1989 em Londres e Ibiza e eu sempre estive no circuito, mesmo fora do Underworld em 2000. Naquela época eu já produzia para muitos músicos, posso citar o Lemon Interupt e o Ned Flanders”.

O único motivo de sua saída do Underworld foi a vontade de se concentrar em suas faixas solo e trabalhar mais com o selo. “O Underwater é algo que eu sempre quis fazer em toda a minha vida”, disse. “Eu tomei a liberdade de fazer minha própria música e assinar com artistas que eu quisesse no selo, que é todo tipo de música. Dez anos no Underworld foi muito tempo. Tempo de mudar e entrar em outra”, afirmou.

Emerson terminou a produção e a mixagem do novíssimo álbum que será lançado em junho, é o terceiro álbum, “Underwater – Episode 3”, produção de Darren com o DJ Paul Jackson, outra atração do Skol Beats. “Este álbum é literalmente todos os antigos lançamentos da Underwater e o bom é que não me pegou muito tempo para produzí-las”, disse. Seu parceiro nesta produção, Jackson estará no Outdoor Stage da 0h30 à 1h30.

“Há também faixas meio toscas que foram melhoradas que vão de Pnau, Mutiny, Tim Deluxe, Gus Gus, Sharam Jey. Eu usei uma faixa minha nesse álbum também, ‘David’. Fiquei muito feliz com o resultado final desse álbum. Mostra as boas produções que temos no selo”, explicou Emerson.

Essa produção explica hoje o que é um pouco o trabalho de Emerson dentro de seu selo. Definitivamente é o álbum mais representativo do Underwater. Já as outras compilações, “Underwater – Episode 1 e 2” com Tim Deluxe e Mutiny. “Para este álbum (o primeiro), eu e o Tim entramos no estúdio e acabamos em duas horas. Foi praticamente uma festinha no estúdio”, disse, empolgado.

Já o outro (Underwater – Episode 2) com a mixagem de Darren e a Mutiny, ouviram de tudo, detalhadamente. “A minha parte foi mais introspectiva, mais ‘dark’, a deles (do Mutiny) estava mais vibrante, mais festeira”.

Em primeira mão, Emerson falou um pouco de seu primeiro álbum solo com previsão de lançamento em setembro e em fase de finalização. Com faixas próprias e tudo feito sob as mãos do DJ. “Terá muitas faixas ‘chill out’, mas ao mesmo tempo em que você pode ouvir deitado, pode também dançar. Eu diria que é um ‘chill out’ diferente. Eu gosto de muita coisa e eu queria colocar muita música diferente nesse projeto”, contou.

E terminou, dizendo: “Estou muito feliz que esteja quase terminando. Não é apenas dance music. Eu uso instrumentos reais como baterias, percussão e músicos reais”.

Enquanto não lança o novo álbum e divulga seu trabalho nos festivais ao redor do mundo Emerson também fará as festas ao lado de Tim Deluxe, Mutiny e Paul Jackson da Underwater todas às terças no clube Pacha na ilha espanhola de Ibiza nesse verão do dia 22 de junho ao dia 23 de setembro.

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