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Direto do estúdio em Londres, Simon e Felix do Basement Jaxx conversam com o FiberOnline
Por Isabel Geo


Atração quentíssima no próximo Skol Beats, a dupla londrina Basement Jaxx estava quase arrumando as malas para desembarcar em São Paulo na sexta de manhã quando receberam no estúdio em um bairro calmo de Londres, um telefonema vindo da redação do FiberOnline.

Em entrevista exclusiva, Simon e Felix disseram o que é vir para o Brasil só conhecendo sua música e até revelaram que depois do festival irão dar uma passada numa escola de samba paulistana. Qual? “Acho que é numa favela”, disse Felix Buxton, um dos ‘Basements’.

Com dez anos de carreira, o Basement Jaxx pode ser considerado o grupo mais eclético que a Inglaterra já produziu. Rotulados como um house progressivo, a exemplo do último álbum, “Kish Kash”, muito pouco realmente restou de uma descrição veemente certa.

FiberOnline - Aliás, o que podem falar sobre o novo álbum?
Felix Buxton – ‘Kish Kash’ é uma gíria para se falar de dinheiro e do poder que ele tem sobre as pessoas. Esse álbum é uma reunião de tudo o que a gente fez. São nossas experiências e desejos que agora estão nesse álbum. Foi muito experimental na parte da produção porque mandamos ver em tudo o que a gente queria. Estávamos livres para experimentar tudo. Produzir uma faixa com a Lisa Kekula (“Good Luck”, que já virou single) foi sensacional. E a Siouxsie (em “Cish Kash”) foi ótimo, ela tem uma voz linda e precisávamos de um rock no álbum. E um pop com o JC Chasez (ex-membro da boy band N’Sync) em “Plug It In”.

FO – E a expectativa de conhecer o Brasil e tocar no Skol Beats, é grande ou não?
Simon Ratcliffe – Ah, sim é gigante. O Brasil é um país que temos muita curiosidade em conhecer. Na verdade agora estou me sentindo calmo, mas à partir de amanhã eu talvez não diga a mesma coisa. Talvez ficarei um pouco ansioso. Creio que é muita responsabilidade tocar num festival tão grande sem nunca tocarmos na cidade e nem no país. Temos fãs aí no Brasil e não quero desapontá-los. Acho que será uma linda festa.

FO – Vocês já tocaram para tanta gente?
Simon – Ah, a gente sempre toca em grandes festivais na Europa como o Glastonbury Festival, Homelands, V2002 e em agosto tocaremos no V2004. E teve uma de nossas últimas apresentações na Austrália em janeiro e fevereiro no festival “Big Day Out”. Tocamos em cinco cidades da Austrália para quase 20 mil pessoas em cada cidade. Depois do Skol Beats vamos para a Cidade do México e depois para a Califórnia no Coachella Festival, no dia 2 de maio.

FO – E o set? Como será nessa apresentação brasileira?
Felix - Vamos mixar de tudo um pouco dos três álbuns “Remedy” (de 1996), “Rooty” (de 2001) e o “Kish Kash” (do ano passado). Terá algumas novas faixas que ainda não lançamos.

FO – E que faixas são essas?
Simon – Hmmm....Você terá que esperar para ouvir.(risos)

FO – E se vocês pudessem definir o Basement Jaxx em uma palavra, que palavra seria essa?
Simon – Ah, talvez, emoção ou união de ritmos.
Felix – Energia, algo para se dançar.

FO – E vocês dançam com a música do Basement Jaxx?
Felix – Não muito porque é complicado tocar e dançar ao mesmo tempo. O máximo que dá para fazer e mexer os joelhos e bater o pé (risos). Por exemplo, dá para dançar mesmo nos clubes aqui em Londres, mas eu prefiro ir a pubs e bares. Eu mesmo não danço muito, toco para as pessoas dançarem, eu até danço, mas sou mais de tomar uma cerveja e ficar sentado.

FO – No Skol Beats, outros músicos como Benny Benassi, Fischerspooner, X-Press 2, Darren Emerson e Sasha irão se apresentar. Vocês gostam deles?
Simon – Eu gosto muito de electro. Quero ver o Fischerspooner.
Felix
– É, eu gosto do Benny Benassi, mas não o conheço muito. Tirando os que tocam trance, eu gosto de todos.

FO – E no set do Skol Beats, terá algum toque brasileiro? E tocarão alguma música brasileira?
Simon - A gente pensa em fazer uma surpresa sim com alguma música brasileira, mas você terá que esperar sempre (risos). A gente aposta que as pessoas vão se divertir e gostar bastante do set que selecionamos, mesmo não conhecendo o público brasileiro. Ele ainda não está todo completo, mas já sabemos o que vamos fazer.

FO – E nesse tempo em que ficarão aqui, o que irão fazer?
Felix – Depois do show, no domingo, vamos assistir a um ensaio numa escola de samba e depois vamos conhecer alguma praia e ficar alguns dias.

FO – Qual escola de samba?
Felix – É em São Paulo. Acho que é numa favela (n.e.: pronunciou ‘favela’ em português).

FO – E qual a relação de vocês com uma escola de samba? E com a música brasileira?
Felix – No meu gosto pessoal há muito da música brasileira. Sou muito fã. Há alguns anos atrás alguns amigos me apresentaram o Timbalada. Nós sempre produzimos faixas que temos muita afinidade. Nunca fui para o Brasil e não conheço as pessoas, mas a música pelo menos me agrada muito. Já é um imenso ponto positivo para um lugar que ainda me é estranho. Desde “Samba Magic” (single de 1996), sou um grande fã de salsa, rumba, samba e bossa nova.

(Música tocando)

FO - (risos) Que som é esse?
Felix - Está muito alto?

FO- Não, o que é?
Felix - É a nossa nova música que estamos produzindo.

FO - Ah, que legal, como se chama?
Felix - “Mister Dog” (risos). O nome é legal, né?

FO - Ah, é sim. Me fala dessa faixa, então.
Felix - Ah, essa faixa é house e tem muito suíngue. Parece uma faixa de salsa com um vocal feminino bem atraente.

FO – E ela estará no Skol Beats?
Felix – Hmmmm... Não sei. Talvez.

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