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Atração
quentíssima
no próximo
Skol Beats,
a dupla londrina
Basement Jaxx
estava quase
arrumando as
malas para desembarcar
em São
Paulo na sexta
de manhã
quando receberam
no estúdio
em um bairro
calmo de Londres,
um telefonema
vindo da redação
do FiberOnline.
Em entrevista
exclusiva, Simon
e Felix disseram
o que é
vir para o Brasil
só conhecendo
sua música
e até
revelaram que
depois do festival
irão
dar uma passada
numa escola
de samba paulistana.
Qual? “Acho
que é
numa favela”,
disse Felix
Buxton, um dos
‘Basements’.
Com dez anos
de carreira,
o Basement Jaxx
pode ser considerado
o grupo mais
eclético
que a Inglaterra
já produziu.
Rotulados como
um house progressivo,
a exemplo do
último
álbum,
“Kish
Kash”,
muito pouco
realmente restou
de uma descrição
veemente certa.
FiberOnline
- Aliás,
o que podem
falar sobre
o novo álbum?
Felix
Buxton
– ‘Kish
Kash’
é uma
gíria
para se falar
de dinheiro
e do poder que
ele tem sobre
as pessoas.
Esse álbum
é uma
reunião
de tudo o que
a gente fez.
São nossas
experiências
e desejos que
agora estão
nesse álbum.
Foi muito experimental
na parte da
produção
porque mandamos
ver em tudo
o que a gente
queria. Estávamos
livres para
experimentar
tudo. Produzir
uma faixa com
a Lisa Kekula
(“Good
Luck”,
que já
virou single)
foi sensacional.
E a Siouxsie
(em “Cish
Kash”)
foi ótimo,
ela tem uma
voz linda e
precisávamos
de um rock no
álbum.
E um pop com
o JC Chasez
(ex-membro da
boy band N’Sync)
em “Plug
It In”.
FO
– E a
expectativa
de conhecer
o Brasil e tocar
no Skol Beats,
é grande
ou não?
Simon
Ratcliffe
– Ah,
sim é
gigante. O Brasil
é um
país
que temos muita
curiosidade
em conhecer.
Na verdade agora
estou me sentindo
calmo, mas à
partir de amanhã
eu talvez não
diga a mesma
coisa. Talvez
ficarei um pouco
ansioso. Creio
que é
muita responsabilidade
tocar num festival
tão grande
sem nunca tocarmos
na cidade e
nem no país.
Temos fãs
aí no
Brasil e não
quero desapontá-los.
Acho que será
uma linda festa.
FO
– Vocês
já tocaram
para tanta gente?
Simon
– Ah,
a gente sempre
toca em grandes
festivais na
Europa como
o Glastonbury
Festival, Homelands,
V2002 e em agosto
tocaremos no
V2004. E teve
uma de nossas
últimas
apresentações
na Austrália
em janeiro e
fevereiro no
festival “Big
Day Out”.
Tocamos em cinco
cidades da Austrália
para quase 20
mil pessoas
em cada cidade.
Depois do Skol
Beats vamos
para a Cidade
do México
e depois para
a Califórnia
no Coachella
Festival, no
dia 2 de maio.
FO
– E o
set? Como será
nessa apresentação
brasileira?
Felix
- Vamos mixar
de tudo um pouco
dos três
álbuns
“Remedy”
(de 1996), “Rooty”
(de 2001) e
o “Kish
Kash”
(do ano passado).
Terá
algumas novas
faixas que ainda
não lançamos.
FO
– E que
faixas são
essas?
Simon
– Hmmm....Você
terá
que esperar
para ouvir.(risos)
FO
– E se
vocês
pudessem definir
o Basement Jaxx
em uma palavra,
que palavra
seria essa?
Simon
– Ah,
talvez, emoção
ou união
de ritmos.
Felix –
Energia, algo
para se dançar.
FO
– E vocês
dançam
com a música
do Basement
Jaxx?
Felix
– Não
muito porque
é complicado
tocar e dançar
ao mesmo tempo.
O máximo
que dá
para fazer e
mexer os joelhos
e bater o pé
(risos). Por
exemplo, dá
para dançar
mesmo nos clubes
aqui em Londres,
mas eu prefiro
ir a pubs e
bares. Eu mesmo
não danço
muito, toco
para as pessoas
dançarem,
eu até
danço,
mas sou mais
de tomar uma
cerveja e ficar
sentado.
FO
– No Skol
Beats, outros
músicos
como Benny Benassi,
Fischerspooner,
X-Press 2, Darren
Emerson e Sasha
irão
se apresentar.
Vocês
gostam deles?
Simon
– Eu gosto
muito de electro.
Quero ver o
Fischerspooner.
Felix
– É,
eu gosto do
Benny Benassi,
mas não
o conheço
muito. Tirando
os que tocam
trance, eu gosto
de todos.
FO
– E no
set do Skol
Beats, terá
algum toque
brasileiro?
E tocarão
alguma música
brasileira?
Simon
- A gente pensa
em fazer uma
surpresa sim
com alguma música
brasileira,
mas você
terá
que esperar
sempre (risos).
A gente aposta
que as pessoas
vão se
divertir e gostar
bastante do
set que selecionamos,
mesmo não
conhecendo o
público
brasileiro.
Ele ainda não
está
todo completo,
mas já
sabemos o que
vamos fazer.
FO
– E nesse
tempo em que
ficarão
aqui, o que
irão
fazer?
Felix
– Depois
do show, no
domingo, vamos
assistir a um
ensaio numa
escola de samba
e depois vamos
conhecer alguma
praia e ficar
alguns dias.
FO
– Qual
escola de samba?
Felix
– É
em São
Paulo. Acho
que é
numa favela
(n.e.: pronunciou
‘favela’
em português).
FO
– E qual
a relação
de vocês
com uma escola
de samba? E
com a música
brasileira?
Felix
– No meu
gosto pessoal
há muito
da música
brasileira.
Sou muito fã.
Há alguns
anos atrás
alguns amigos
me apresentaram
o Timbalada.
Nós sempre
produzimos faixas
que temos muita
afinidade. Nunca
fui para o Brasil
e não
conheço
as pessoas,
mas a música
pelo menos me
agrada muito.
Já é
um imenso ponto
positivo para
um lugar que
ainda me é
estranho. Desde
“Samba
Magic”
(single de 1996),
sou um grande
fã de
salsa, rumba,
samba e bossa
nova.
(Música
tocando)
FO
- (risos) Que
som é
esse?
Felix
- Está
muito alto?
FO-
Não,
o que é?
Felix
- É a
nossa nova música
que estamos
produzindo.
FO
- Ah, que legal,
como se chama?
Felix
- “Mister
Dog” (risos).
O nome é
legal, né?
FO
- Ah, é
sim. Me fala
dessa faixa,
então.
Felix
- Ah, essa faixa
é house
e tem muito
suíngue.
Parece uma faixa
de salsa com
um vocal feminino
bem atraente.
FO
– E ela
estará
no Skol Beats?
Felix
– Hmmmm...
Não sei.
Talvez.
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