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Ele é
o destaque do
Nordeste no
Skol Beats 2004.
Irá abrir
o principal
palco do Skol
Beats, o Outdoor
Stage na tarde
do dia 24 de
abril, das 16h
às 16h45.
O DJ Angelis
Sanctus foi
um dos fundadores
do núcleo
de pesquisa
musical Pragatecno,
sediado em Salvador
e foi o coordenador
e produtor executivo
da primeira
coletânea
do Norte Nordeste,
o “Sombinário#1”,
lançado
pelo selo carioca
Utter Records.
Sanctus já
tocou com outros
grandes DJs
como Xerxes
de Oliveira,
Marky, Luiz
Pareto, Marcos
Morcerf e Patife.
Realizando trabalhos
como produtor,
Sanctus desenvolve
ainda um projeto
de live act
com a cantora
Mariella Santiago,
chamado Quasiduo.
Em uma conversa
com o FiberOnline,
Sanctus disse
como foi a surpresa
e o convite
para a apresentação
no festival.
“Soube
que meu nome
estava sendo
falado para
o line up do
Skol Beats e
sinceramente
fiquei muito
surpreso e até
insisti com
meu amigo (Caio
Pimentel, quem
lhe deu a notícia)
que deveria
estar havendo
algum engano”,
disse inconformado.
“Claro
que me senti
honrado e tenho
tomado esse
convite como
uma atenção
à cena
do norte e nordeste
que tem ótimos
DJs”,
afirmou e terminou
dizendo: “Peço
permissão
aos meus colegas
DJs para tomar
minha indicação
como uma homenagem
à cena
dessas regiões
que finalmente
chamam a atenção
do mainstream
nacional”.
Representante
do Nordeste
no Skol Beats,
o DJ falou mais
de como é
a cena por lá.
“No norte
e nordeste,
não há
muitos clubes
voltado para
a eletrônica.
O que rola são
os grupos organizados,
como coletivos
de DJs, a exemplo
do qual participo,
o Pragatecno”,
explicou. Disse
também
que esses coletivos
se voltam à
cultura realmente
underground
tão falada
e reivindicada.
Segundo ele,
isso tem dado
uma qualidade
especial à
cena dessas
regiões.
Como músico,
Sanctus participou
recentemente
da produção
da trilha sonora
do espetáculo
multimídia
Yerma Maria
da Silva, de
Telma César.
Como DJ, toca
vertentes do
house, inserindo
ainda em seu
set breakbeats
e electro. Também
faz set para
lounge, com
trilhas que
vão desde
o trip hop ao
broken beats
e o nu jazz.
Explicou quase
detalhadamente
como será
o seu set no
festival paulistano.
“É
pouco tempo
(45 minutos)
para tantos
caminhos. Mesmo
tendo o house
como centro
do meu set,
vou inserir
dub e timbragens
mais sintéticas,
como "Time
Bomb" de
Rabbit In the
Moon, um pouco
de deep, na
linha de "Beauty
Comes from Inside"
do The Rurals,
e bastante groove
de Chicago,
com aquela levada
de sonoridades
mais acústicas”.
E concluiu
sobre a ansiedade
do set: “Certamente
tocarei também
nesse curto
set, uma ou
duas produções
nacionais. A
produção
de house no
Brasil começa
a mostrar sua
cara e tem coisa
bem bacana por
aí”.
Experimentando
um crossover
entre os grooves
do drum’n’bass
com os sons
‘roots’
do folclore
alagoano e outros
projetos inovadores
e autênticos,
Sanctus é
um dos pioneiros
na construção
da cena underground
do norte e nordeste
do Brasil.
“Devemos
pensar na música
eletrônica
como uma experiência
estética
de toda ordem,
não podemos
abrir mão
da experimentação
para não
cairmos em fórmulas”,
disse, sempre
com um dom de
discurso. “O
importante,
creio, é
tentar fazer
com que a boa
música,
aquela comprometida
com a experimentação
estética,
se espalhe”.
Sobre o line
up do Skol Beats,
Angelis comenta
as atrações
do festival
e seus preferidos.
“Quero
ver o Derrick
Carter, obviamente,
dentre tantos
outros DJs.
Mas não
quero também
perder a oportunidade
de ouvir o DJ
Robinho, de
Belo Horizonte.
Sei que é
um dos grandes
nomes do house
desse País.
Ele tem história
na cena do DJ
brasileiro e
isso certamente
estará
presente em
seu som”,
opinou.
Angelis opinou
com um discurso
categórico
também
sobre a seleção
das atrações
e o domínio
da house music
no line up do
festival.
“Creio
que o house
realmente está
mais visível
este ano, mas,
na verdade,
acho que o line
up está
bem diversificado”,
opinou. “Dá
para perceber
isso nos live
acts. Mostrar
as várias
tendências
de produção.
E o house tem
estado numa
fase bem criativa
e gostosa por
isso ele deve
ter ocupado
mais espaço
esse ano”.
E a expectativa?
“Gosto
muito idéia
de estar no
palco
principal. Não
por ser o ‘principal’,
mas por confluir
vários
conceitos de
som, tanto de
‘DJing’
quanto de live
acts, longe
da total segmentação,
apesar de eleger
a house music
como meu estilo
principal”.
E terminou,
revelando seu
segredo: “Confesso
que já
estou um pouco
apreensivo,
nervoso mesmo”.
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