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DJ alagoano Angelis Sanctus abre Outdoor Stage no Skol Beats
Por Isabel Geo


Ele é o destaque do Nordeste no Skol Beats 2004. Irá abrir o principal palco do Skol Beats, o Outdoor Stage na tarde do dia 24 de abril, das 16h às 16h45.

O DJ Angelis Sanctus foi um dos fundadores do núcleo de pesquisa musical Pragatecno, sediado em Salvador e foi o coordenador e produtor executivo da primeira coletânea do Norte Nordeste, o “Sombinário#1”, lançado pelo selo carioca Utter Records.

Sanctus já tocou com outros grandes DJs como Xerxes de Oliveira, Marky, Luiz Pareto, Marcos Morcerf e Patife. Realizando trabalhos como produtor, Sanctus desenvolve ainda um projeto de live act com a cantora Mariella Santiago, chamado Quasiduo.

Em uma conversa com o FiberOnline, Sanctus disse como foi a surpresa e o convite para a apresentação no festival. “Soube que meu nome estava sendo falado para o line up do Skol Beats e sinceramente fiquei muito surpreso e até insisti com meu amigo (Caio Pimentel, quem lhe deu a notícia) que deveria estar havendo algum engano”, disse inconformado.

“Claro que me senti honrado e tenho tomado esse convite como
uma atenção à cena do norte e nordeste que tem ótimos DJs”, afirmou e terminou dizendo: “Peço permissão aos meus colegas DJs para tomar minha indicação como uma homenagem à cena dessas regiões que finalmente chamam a atenção do mainstream nacional”.

Representante do Nordeste no Skol Beats, o DJ falou mais de como é a cena por lá. “No norte e nordeste, não há muitos clubes voltado para a eletrônica. O que rola são os grupos organizados, como coletivos de DJs, a exemplo do qual participo, o Pragatecno”, explicou. Disse também que esses coletivos se voltam à cultura realmente underground tão falada e reivindicada. Segundo ele, isso tem dado uma qualidade especial à cena dessas regiões.

Como músico, Sanctus participou recentemente da produção da trilha sonora do espetáculo multimídia Yerma Maria da Silva, de Telma César.

Como DJ, toca vertentes do house, inserindo ainda em seu set breakbeats e electro. Também faz set para lounge, com trilhas que vão desde o trip hop ao broken beats e o nu jazz. Explicou quase detalhadamente como será o seu set no festival paulistano.

“É pouco tempo (45 minutos) para tantos caminhos. Mesmo tendo o house como centro do meu set, vou inserir dub e timbragens mais sintéticas, como "Time Bomb" de Rabbit In the Moon, um pouco de deep, na linha de "Beauty Comes from Inside" do The Rurals, e bastante groove de Chicago, com aquela levada de sonoridades mais acústicas”.

E concluiu sobre a ansiedade do set: “Certamente tocarei também nesse curto set, uma ou duas produções nacionais. A produção de house no Brasil começa a mostrar sua cara e tem coisa bem bacana por aí”.

Experimentando um crossover entre os grooves do drum’n’bass com os sons ‘roots’ do folclore alagoano e outros projetos inovadores e autênticos, Sanctus é um dos pioneiros na construção da cena underground do norte e nordeste do Brasil.

“Devemos pensar na música eletrônica como uma experiência
estética de toda ordem, não podemos abrir mão da experimentação para não cairmos em fórmulas”, disse, sempre com um dom de discurso. “O importante, creio, é tentar fazer com que a boa música, aquela comprometida com a experimentação estética, se espalhe”.

Sobre o line up do Skol Beats, Angelis comenta as atrações do festival e seus preferidos. “Quero ver o Derrick Carter, obviamente, dentre tantos outros DJs. Mas não quero também perder a oportunidade de ouvir o DJ Robinho, de Belo Horizonte. Sei que é um dos grandes nomes do house desse País. Ele tem história na cena do DJ brasileiro e isso certamente estará presente em seu som”, opinou.

Angelis opinou com um discurso categórico também sobre a seleção das atrações e o domínio da house music no line up do festival.

“Creio que o house realmente está mais visível este ano, mas, na verdade, acho que o line up está bem diversificado”, opinou. “Dá para perceber isso nos live acts. Mostrar as várias tendências de produção. E o house tem estado numa fase bem criativa e gostosa por isso ele deve ter ocupado mais espaço esse ano”.

E a expectativa? “Gosto muito idéia de estar no palco
principal. Não por ser o ‘principal’, mas por confluir vários conceitos de som, tanto de ‘DJing’ quanto de live acts, longe da total segmentação, apesar de eleger a house music como meu estilo principal”.

E terminou, revelando seu segredo: “Confesso que já estou um pouco apreensivo, nervoso mesmo”.

http://www.pragatecno.com.br
http://www.quasiduo.kit.net

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