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Veja como foram as apresentações de Benassi, Fischerspooner e Basement Jaxx
Por Isabel Geo


Todos já estavam ansiosos pelo set do DJ italiano Benny Benassi. Assim que terminou o set de Erick Caramelo, Benassi com seu próprio riff começou com “No Matter What You Do”. As pessoas corriam de todos os lados para não perder, que de tão parecida se confundiram com o ‘tal’ hit.

Vestindo uma toquinha e mostrando a cara para os brasileiros pela primeira vez, inclusive seu nariz proeminente, Benassi mandou beijo, fez um coração com as mãos e apresentou hits não tão conhecidos por aqui como “Alive”, faixa feita ao lado de seu primo Alle Benassi. Lembrou também o pai da Euro-disco, o outro italiano Giorgio Moroder.

Benassi apresentou um sample do hit de Moroder, “Love To Love You Baby”. No meio do set fez uma graça tocando “Partido Alto” de Chico Buarque na voz de Cássia Eller. “Able to Love” foi outra faixa do projeto The Biz também estiveram no set do italiano.

Benassi brincou com o público quando tocou o hit “Satisfaction”, repetindo-a duas vezes no set, fazendo loopings de cada frase. O Outdoor Stage veio abaixo. Outro ponto alto foi a versão ‘electrocutada’ da faixa “Toxic” de Britney Spears. “Rolling Benny” foi a vez de Benassi com os Rolling Stones com a união dos “Satisfaction”.

Fischerspooner

Warren Fischer e Casey Spooner da dupla nova-iorquina Fischerspooner fizeram um set mais performático do que musical. Com uma banda, quatro bailarinas e muita moda no figurino. Abriram com “Don’t Let It Go”, a faixa é interessante, mas a coreografia bem melhor. Fresco que só ele, Casey falava para o público: “Eu não ouço vocês, não acredito que aqui tenham 10 mil ‘motherfuckers’”.

Com uma certa semelhança ao cantor brasileiro Ney Matogrosso, Casey com maquiagem pesada dançou, rebolou, tirou a roupa, ficou de sunga com o corpo besuntado em purpurina. O outro, Fischer, cantava e fazia performances, dançava com as bailarinas e mostrou ser menos atacado que o companheiro. Um espetáculo com direito a papéis picotados brilhantes que voavam. Musicalmente, a apresentação foi fraca, o que salvou foram os hits, “Emerge”, “Turn On”, “Sweetness” e a coreografia que se uniram em um perfeito casamento.

Com muitos blefes, reclamaram do som, da máquina de fazer neve, e em “Party Killer” encenou um problema no som e gritava: “Queremos que a música seja mais alta!”. Deu chilique também em “Emerge”. O público alvoroçado com o maior hit da dupla, Casey parou de cantar no meio e bradou: “Oh, não, muito obrigada Brasil, boa noite!”. Sem entender, o público saia aos poucos do Outdoor. Poucos minutos depois voltou com um smoking branco e cantou a faixa que terminou com um banho de champanhe para ele e a turma do gargarejo. A melhor faixa foi a ainda inédita “Places” que finalizou a apresentação.

Basement Jaxx

Com direito a fogos de artifício, pirotecnia e uma passista sambando com uma bandeira do Brasil na mão, a dupla londrina Basement Jaxx começou com “Good Luck”, primeira faixa do último álbum “Kish Kash”. O interessante foi a vinda dos músicos convidados do álbum aqui para o Brasil como Lisa Kekaula, a voz em “Good Luck”. Em seguida veio a voz de Meshell Ndegeocello com “Right Here’s The Spot”. A apresentação foi mais a divulgação de “Kish Kash” e de longe foi a mais inesquecível do Skol Beats.

Simon Ratcliffe, na guitarra e o empolgado Felix Buxton nos programadores mostraram “Red Alert” do primeiro álbum “Remedy” e do segundo “Rooty” com “Romeo” e a participação da cantora Kele Le Roc. Até “Seven Nation Army” do White Stripes foi remixada à maneira deles. Isso depois um versão de “Cish Cash”, interpretada por Le Roc, já que é Siouxsie que cantou originalmente no álbum.

Na entrevista que concedeu ao FiberOnline, Felix afirmou ser um cara mais tranqüilo e parado. Não foi bem isso que se mostrou no festival. Não parou de se mexer enquanto ficava atrás do coração do Basement Jaxx em néon. Simon na guitarra, mais tímido e quieto, Felix foi quem se comunicou mais com o público. Em “Where’s Your Head At” Felix deu uma de cantor e muito bem fez o papel, animou todo mundo e surpreendeu.

O single “Samba Magic” finalizou a interpretação ao lado da bela passista rebolando e mostrando o quão grande é a admiração da dupla pelo “o quê que a mulata tem”. Para muitos foi a melhor apresentação do festival.

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