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Top downloads da semana

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A EBM do Machine Revenge em primeiro lugar na parada , seguida pelo  techno apurado do BGNS e pelo  hip hop alternativo do Joe Sujera, que debuta por aqui com a medalha de bronze. Pharmacologic Vogue, Der Kalte Stern, Fujimo e Tech Stan, completam o Top 10 semanal. Confira.

Top downloads de 30 de setembro a 05 de outubro

Machine Revenge-Corrosion

BGNS-Vini Moraes

Joe Sujera-Tamo de novo

Pharmacologic Vogue-See them burn

Der Kalte Stern-Far

Fujimo-Variável azul

Jeden Kluk-Devils Dog

Synthetik Form-No Depression

Tech Stan-Guns and Drums

JD-My Core



Entrevista com o Urban Frequency

O Urban Frequency - Márcio RC e Sérgio DB

O Urban Frequency - Márcio RC e Sérgio DB

Com uma paixão em comum em torno do universo das batidas quebradas, os DJs Márcio RC & Sérgio DB se conheceram em 2003 e, pouco depois, juntaram técnica e desejo de produzir para dar início ao projeto Urban Frequency. Com o foco inicial voltado para o drum´n´bass, atualmente a dupla está prestes a estrear seu próprio selo, o Breaking Up Records, que também contará com lançamentos de produções de dubstep.

Em entrevista para o FiberOnline, Márcio conta um pouco a história do Urban Frequency e fala também sobre o atual panorama da cena do d´n´b aqui e lá fora, além de dar o parecer da dupla sobre o dubstep e formular um Top 10 com as faixas que eles tem mais tocado. Confira tudo isso abaixo:

Como vocês se conheceram?

Já conhecíamos o trabalho um do outro, isso como DJs, sempre tocando em festas pelo interior de São Paulo, mas passamos a nos conhecer pessoalmente em uma edição da festa “REWIND”(30/11/2003), que era organizada pelo DJ Tisso no bar Barril da Máfia, aqui em Campinas.

O gosto pelas batidas quebradas já era mútuo?

Sim, o gosto pelas batidas quebradas ja era mútuo, principalmente pelas vertentes mais massivas, como hardcore jungle, raggacore, techstep, darkstep, especialmente coisas bem quebradas, puxadas para o jungle…….isso fez a gente perceber que daria certo a nossa parceria!!!

Uma curiosidade…Vocês estão ligados nessa onda britânica de dubstep? Tem curtido as produções do pessoal do dubstep?

Sim, estamos bem ligados (risos). Nós temos acompanhado a cena no geral e observamos que o estilo em si vem crescendo e ganhando um certo espaço na midia. Já sobre as produções, sem comentários! Existem vários artistas que vem apresentando trabalhos de altissimo nivel, como por exemplo: The Widdler, Joker & Rustie, RSD, Benga, Chase & Status, Skream, Barbarix e, é claro, o Caspa – não podiamos deixa-lo de fora, é o nosso favorito!!!

Há uns bons anos parece que a cena mundial do drum´n´bass deu uma estacionada, ou é impressão? Do jungle pro drum´n´bass, do drum´n´bass pras variantes mais jazzy, intelligent/ambient, bossa…E agora, como o estilo tem feito pra se renovar?

Não, não é impressão, realmente a cena deu uma estacionada, principalmente aqui no Brasil. Lá fora, principalmente na Europa por ser o berço da cena, achamos que pouca coisa mudou, ainda existem festas frequentes, os grandes selos ainda lançam ótimos releases e estão se mantendo com isso. Apesar da grande demanda de MP3, novos artsitas de peso tem surgido e o vinil ainda continua sendo comercializado, não com a mesma frequência de antes, mas mesmo assim continua tendo uma boa demanda no mercado.

Agora no Brasil, parece que a coisa começou a retomar o seu rumo. Estão aparecendo algumas festas novas, temos percebido um aumento no número de novos artistas (produtores) que vem apresentando ótimos trabalhos. A única coisa que achamos que esta deixando a desejar é a quantidade de selos brasileiros voltados ao drum’n'bass, que é bem pequena, caso contrário, ajudaria e muito a divulgar novos nomes da cena (que não são poucos) e reafirmar os artistas de peso que ja estão ai, não só em nosso país, mas lá fora também.

Vocês lançaram um EP, o “Protect Yourself”, há uns meses atrás. Conte como surgiu essa oportunidade.

Estávamos há um bom tempo enviando material para alguns selos gringos. Sem pretensão alguma começamos a enviar este mesmo material para alguns conhecidos e entre eles estava o Marcelo K2, que além de ser um grande amigo é sócio do selo “Anarchy in the Funk” (1º selo brasileiro voltado as batidas quebradas). Escutando o nosso trabalho, mostrou aos outros dois membros do label, os deejays Punkyhead e Tuca Flash, que nos deram este grande presente assinando nosso 1º release, no qual foram lançadas as tracks “Positive Vibes” e “Soon for the Future”, juntamente com a faixa “Momiento” de “Márcio Mouse”.

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E tem mais coisa boa pra sair do laboratório de vocês?

Sim, tem coisa nova vindo por aí…Além do release Anarchy006, que já saiu há alguns meses, está pra sair até dezembro pelo Anarchy in the Funk um Ep só com faixas nossas – três no total -, o “The Junglist Pack EP” (Anarchy008), com as tracks: “Faith”, “True Love” e “Secrets of Paradise”. Pra quem ja quiser ir conferindo elas estão disponiveis em nosso Myspace .

Fora isso temos mais alguns releases pendentes com mais dois outros selos, previstos para o ano que vem, e estamos trabalhando em algumas faixas voltadas ao dubstep que iremos enviar exclusivamente ao Anarchy in the Funk.

Conte como funciona o esquema de produção entre vocês. Costumam trabalhar sempre juntos no estúdio, ou cada um coloca as idéias em prática paralelamente e depois juntam tudo?

Então, isso varia um pouco de faixa pra faixa. Nós dois temos home studios em nossas casas. Às vezes trabalhamos juntos, eu vou a casa do Sérgio e ele vem à minha – nessas ocasiões sempre sai faixa pronta, começamos e terminamos no mesmo dia.

Mas há trabalhos que desenvolvemos separadamente; um de nós começa um beat novo, o outro já vai trabalhando em cima das basslines, synths e elementos que entrarão na faixa. Aí sentamos juntos e reunimos tudo em uma idéia comum, mas sempre com liberdade pra criticar e melhorar o trabalho do outro.

Que equipamento usam pra produzir atualmente?

Nosso setups são bem simples e parecidos. No meu home studio uso:
.Par de monitores Samson Resolv 80a.
.Mesa de som Behringer Eurorack UB502.
.Controlador Midi M-Audio Oxygen 8
.Placa de som PCI M-Audio Audiophile 2496A
.Deskstop Plataforma Windowns XP Professional, Core2Duo T550, 2GB DDR2, HD(1)120GB, HD(2)320GB
.Softwares: Reason 4, Ableton Live 8, Recycle 2.0, Sound Forge 8.0 e algumas ferramentas VST’s.
Já no Homestudio do Sérgio, são usadas quase todas as ferramentas citadas a cima, o controlador midi é um M-Audio Axion 49 e a configuração do deskstop dele é bem melhor que a minha (risos).

Imagino que sejam poucos os DJs que mostram na pista uma paixão simultaneamente pelo house e techno, com suas bases mais retas, e ao mesmo tempo pelo drum´n´bass e breakbeat. Pelo menos por aqui, além dos sets do Laurent Garnier e do Marky, foram poucos os que ousaram fazer esse mix elaborado nos sets. Vocês também curtem outros estilos eletrônicos que saem um pouco do espectro do d´n´b?

Sim, escutamos e gostamos de outros estilos como house, techno, minimal, reggae, ragga, dub, hip hop e, por mais incrível que pareça, adoramos falshbacks dos 70’s, 80’s. Tocamos muito esse tipo de música antes de focarmos nossos sets e nossas produções no drum’n'bass,. Tanto eu quanto o Sérgio tocávamos outros estilos antigamente, até conhecermos a cena de perto.

Mas não adicionamos esses estilos em nossos sets, usamos suas influências sempre para retirar algum elemento diferente e interessante para produzirmos drum’n'bass. Dá pra notar isso, por exemplo, no remix feito pelo “Blame” para um dos clássico da house music, a “Show me Love” de Robin S. É um hit estourado em qualquer pista, e ao mesmo tempo trata-se de um remix feito por um grande produtor de drum’n'bass, para um classico da house, usando elementos da house. Isso é muito interessante, mostra que a música sempre rompe fronteiras…

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Daria pra montar um Top 10 com as faixas que vocês tocaram ultimamente e que deram mais resultado nas pistas?

Claro, com prazer…Antes éramos meio “massivos” em nossos sets. Hoje em dia misturamos mais, fazemos um set dançante acima de tudo. Aí vão as 10+:

01 – Nu:Tone: Crosstalk / Hospital Rec. (NHSDL10)
02 – Blame – Panic station / 720 Rec. (720NU031)
03 – Logistics – Daylight Creeps In / Hospital Rec. (NHS135)
04 – Steve Angelo & Ladyback Luke feat.Robin S – Show me love (Blame remix) / Ministry of Sound UK. (MOSE185)
05 – Amplicon & SilvahFonk – Concrete / (Dubplate)
06 – Urban Frequency – True Love / Anarchy in the Funk Rec. (Anarchy008)
07 – Urban Frequency & Kmarx – Faith / Anarchy in the Funk Rec. (Anarchy008)
08 – Kmarx & Dave – Dreams (Urban Frequency Remix) / (Dubplate)
09 – Mistabishi – No matter what / Hospital Rec. (NHS130)
10 – State of Mind – Division Ten / SOMMusic (SOM006)

E quais são as novidades pro ano que vem?

Para o ano que vem estamos preparando o lançamento de nosso selo, o “Breaking UpRecords” . Vamos trabalhar com releases voltados ao dubstep e ao drum’n'bass e suas vertentes. Inicialmente, a venda será somente digital (Wave e MP3), logo maiores informações…



Remixe a clássica “Vamp” do Oultlander

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A Trackitdown.net , junto com o cultuado selo belga R&S,  anunciou um concurso de remixes que vai agradar em cheio os produtores e fãs do techno old school. O desafio é em cima da clássica “Vamp” do Outlander, alter ego usado pelo produtor Marcos Salon no início da década de 1990.

Os stabs marcantes do hardcore, o híbridismo entre o techno e a acid house e toda a euforia provocada por esta faixa -- uma verdadeira “rave classic” -- foram suficientes para chamar a atenção do Prodigy, que sampleou um trecho dela para compôr “Worlds on Fire”, de 1994.

Depois de quase vinte anos e com uma considerável atenção da mídia especializada (e de novos produtores e projetos) voltada para o resgate do hardcore techno, ou ao menos os elementos principais e o “feeling” de faixas lançadas principalmente pelo R&S ( que tem nomes como Aphex Twin , CJ Bolland e Joey Beltram no cast, ou seja, credenciais “tiranossáuricas” em termos de techno), esse é talvez um dos concursos de remixes mais interessantes do ano.

O único fator não muito interessante é que o download das tracks originais de “Outlander” é pago, e não gratuito como em vários dos concursos similares. O pacote vem com 18.10 MB e custa aproximadamente R$ 8,00.

O remix vencedor será lançado pelo R&S e o prazo para envio dos remixes vai até o dia 7 de dezembro. Clique aqui ler o regulamento.

Escute abaixo o ”Vamp” do Outlander:



Monte uma faixa no estúdio online do DJ Star

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Cada vez mais populares entre os game-maníacos, os jogos voltados para universo da música têm ganhado gradativamente mais modalidades e, como não deveria deixar de ser, atingiram a esfera da discotecagem e produção. Um dos mais comentados é o DJ Star, lançado nesse semestre pela Nintendo-DS.

A partir de dois picapes e um mixer básico, os estágios contam com mais dificuldades e obstáculos, com a adição de knobs extras no mixer, arquivos para serem mixados e até mesmo mudança de ambientes, com pistas cada vez maiores. Como todo bom DJ, o negócio é apurar a técnica, otimizar os recursos – dá até pra mixar samples para customizar as faixas – e manter a pista sempre cheia, e este é o desafio do jogo.

Recentemente, a Deep Silver e a Game Life, empresa francesa que desenvolve videogames, integraram ao site oficial do DJ Star um estúdio virtual em que o visitante pode montar sua própria faixa. Existem 48 loops disponíveis, entre beats, frases de guitarra, linhas de baixo, sopro e samples vocais, e que não ficam restritos à apenas um estilo. House, electro, breakbeat, sons mais acústicos e outros mais orgânicos…Basta escutar os loops,  arrastá-los  pras pistas de mixagem (são cinco ) e dar asas à imaginação . É tudo muito básico, mas não deixa de ser divertido.

Depois de montada a faixa de aproximadamente um minuto, é possível disponibilizá-la no Facebook para que os amigos possam conferí-la.

Clique aqui para acessar o site da Deep Silver e colocar as mãos na massa.



Fiber Classics: Jesus Jones – “Who? Where?Why?”

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Ao lado do EMF, Ned´s Atomic Dustbin & Pop Will Eat Itself, o Jesus Jones foi um dos principais nomes do chamado “techno rock” que surgiu no Reino Unido no final dos anos 80, que seguia a onda vinda da cidade de Manchester (”madchester”). Em 1989, lançaram seu début, “Liquidizer”, e tiveram um certo êxito em sua terra natal.  Foi em 1990 que a coisa ficou realmente séria, com o álbum “Doubt”.

O disco continha o super hit “Right Here Right Now”  que,  de  tão conhecido que ficou por aqui, virou trilha do comercial do Martini Bianco e tocou em altíssima rotação na emergente MTV Brasil. Os jovens ingleses vieram para o festival Hollywood Rock um ano depois, porém tiveram sua performance ao vivo bem criticada. Os próprios se consideravam uma banda de estúdio e não curtiam muito viajar pelo mundo para tocar.

Após o sucesso de “Doubt” e de três singles entre os mais vendidos, eles lançaram “Perverse”, um bom trabalho que foi ofuscado pela revolução grunge que tomou as paradas de assalto. Por aqui, ficamos com eles no auge,  com “Who? Where? Why?” de 1990.





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